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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Identifique-se...


  Todo adolescente aos seus 16 anos, só tem cabeça para pensar em uma coisa. Sua primeira vez. Comigo não era diferente, já havia projetado em minha mente um milhão de vezes como tudo aconteceria.
   Talvez fosse necessidade de homem, mas, achava que já estava preparado para encarar minha primeira transa. Você pode pensar que aos dezesseis eu já deveria ter feito tudo, mas sou do tipo de cara que espera a hora certa para fazer as coisas. E além da hora certa eu queria também que fosse com a pessoa certa, a pessoa certa eu já conhecia, o nome dela era Mell. Eu sabia que ela também nunca havia transado antes, e queria que esse momento fosse inesquecível tanto ela, quanto para mim.
   Não sei se nos amávamos, mas tínhamos uma história muito forte. Talvez as dificuldades que enfrentávamos para ficarmos juntos, fizessem com que o nosso sentimento ficasse cada vez mais intenso.
   Os pais da Mell me detestavam. E eu sabia muito bem o motivo. O problema era que eu não era o Filhinho De Papai que eles queriam para sua filha. Eu até entendia, afinal, essa reação era comum na situação que estávamos, mas, para mim também não era nada fácil. Talvez fosse difícil para eles, ver a garotinha que sempre mimaram e deram tudo do bom e do melhor, se envolver com um cara de classe social inferior como eu. Percebi isso quando eles se depararam com a Mell me dando pizza na boca, com direito a aviãozinho e tudo. Saca só como tudo começou. Estava em meu trabalho, quando ligaram pedindo pizza. Fui fazer a entrega, cheguei ao endereço, chamei pelo interfone e uma voz feminina disse que podia entrar. Entrei devagar.
 -Você pode vir até aqui na sala? – Falou a linda garota sentada no sofá. Era tão bonita que foi impossível passar despercebida, acho que fiquei com cara de bobo. Mas qualquer um ficaria diante de tudo aquilo. Ela tinha um cabelo lindo, preto, longo e liso. Aquele rosto tão bem desenhado, olhos vivos e escuros, aquele sorriso branco e espontâneo me hipnotizou. Ah, mas chega de descrição, acho que fiquei entusiasmado. Como falei, fiquei com cara de bobo, tanto que viajei para o espaço, retornei novamente ao meu planeta quando ela falou alto.
- Êi carinha da pizza, acorda.
- Ah, desculpa. – Falei, meio sem jeito.
   Entreguei a pizza, ela me pagou, não tive troco, ela falou que podia ficar com o resto. Eu ainda estava meio aéreo, parecia que nunca tinha visto uma garota bonita. E não tinha mesmo, pelo menos, não como aquela. Para terminar de destruir meus nervos, advinha o que ela fez!
- Posso te pedir um favor? – Disse ela.
- Claro! O cliente manda.
- É que meus pais saíram e eu não queria ficar sozinha. Nunca se sabe, vai que um ladrão entra aqui. – Sabia que ela não era perfeita! Ela doida de pedra. Pensei. – Mas se não puder, não tem problema.
- Não, eu posso. Essa era minha última entrega de hoje.
- Então senta aí, eu tenho uns filmes ótimos.
   Até hoje não sei o que a Mell pretendia com tudo aquilo. Só sei que ela não parava de falar, parecia uma matraca. Também não lembro de uma palavra que saiu de sua boca.
- E aí a pizza tá gostosa? – Perguntei, só para não parecer que era um mudo.
- Deliciosa. Foi você quem fez?
- Não, na verdade eu nem vejo as coisas que entrego. Meu trabalho é só entregar mesmo.
- Não vai me dizer que você nem come umas fatias em baixo da mesa ou dentro do banheiro, sei lá?
- Não. Se fizer isso é tudo descontado do meu salário.
-Nossa que chato. Você trabalha num lugar cheio de coisa boa e nem pode comer. Se fosse você eu arredava o pé. –Rimos juntos.
- Desculpa, mas eu tenho que ir. Aposto que não vir nenhum ladrão atacar você. - Falei levantando do sofá. Mas ela me puxou e falou toda autoritária
- Você não vai sair daqui sem comer um pedaço dessa pizza. – Pensei “Ela vai me matar engasgado com essa pizza, e agora?”
- Por favor, vai só um pedacinho vai. – Fazer o quê? Tive que aceitar. Então lá vinha ela com um papo de aviãozinho, e eu já estava até gostando.
- Que diabos está acontecendo aqui? – Falou uma voz grossa. Era o pai dela, nada contente com a cena. Aí você já pode imaginar a confusão.
   No dia seguinte, Mell ligou para o meu trabalho, disse que precisava muito falar comigo. Acabei topando me encontrar com ela perto da escola dela que ficava na mesma rua da minha, a diferença era que ela estudava em um enorme colégio particular, já eu, na escola pública do bairro.
   Bom! Na manhã seguinte, fui até lá. Era estranho o fato de ter pulado da cama cedo. Estava ansioso para ver a garota maluca novamente. Mas no dia nem percebi isso. Quando a avistei de longe, senti uma coisa estranha. Fiquei feliz, e o pior, não consegui disfarçar.

- Oi, obrigada por ter vindo. – Falou ela.
- É bom te ver outra vez. – Falei.
- Olha só, eu te chamei aqui para me desculpar.
- Eu quase fui demitido. Seu pai pegou pesado quando ligou pro meu trabalho. A sorte é que meu patrão pensou que era um trote. Mas tirando isso, tá tudo bem, nem precisa se desculpar.
- Você é muito legal sabia? – Falou ela sorrindo. Nesse momento já parecia uma pessoa normal.
- Mas você não me disse uma coisa. Seu nome.
- Nossa que vacilo! Eu me chamo Mellissa, mas pode me chamar de Mell.
- Prazer, eu sou Denniel, mas todo mundo me chama de Denn.
   Foi assim que nós nos conhecemos, dessa maneira maluca, mas até hoje não conseguimos nos separar.
   Certo dia, decidimos que não estávamos com saco para assistir aula. Fugimos se nossas escolas.
- Então você nunca matou aula? – Perguntou Mell
- Não. – Respondi.
- Af, você é muito certinho. Já tá na hora de parar de bancar o adulto Denn.
- Eu gosto de ser assim, eu me sinto bem, me sinto mais maduro.
- Velho você quis dizer? Você se comporta como um velho, parece que você esquece que só tem 16 anos. Sabe, eu até acho legal esse negócio de você ser responsável mas, umas travessuras de vez em quando é muito bom.
- Você é doida. – Falei rindo.
- É tão verdade que eu noto que quando faço maldade, minha pele fica mais limpa.
- Conta outra.
- É verdade travessura faz bem pra pele, você não sabia?
- Não, mas e aí? A gente vai ficar aqui em baixo dessa árvore até a noite?
- Tem alguma sugestão de um lugar que a gente possa ficar?
- Vamos pra minha casa, minha vó tá viajando. – Sugeri. Ela ficou meio que com receio, mas acabou topando. “Fica tranqüila, eu sou o cara mais respeitador do mundo.” – Foi o que falei para ela topar.
   Fomos para minha casa. Ah, eu morava com minha vó, já que meus pais viviam em outra cidade. Morar com meus pais melhoraria minha vida, mas eu preferia ficar com minha avó, ela era muito sozinha. Meu salário de entregador de pizza não era lá essas coisas, mas meu pai mandava uma mesada, e dava para me virar sem ter que pedir dinheiro a vovó. Ainda sim eu continuava sendo um duro.
   Chegamos em minha casa, eu coloquei o som para tocar. Dançamos tanto, tanto que quando paramos, caímos exaustos no chão.

- E aí, eu danço bem? – Perguntei.
- Desde quando precisa ser pé-de-valsa pra dançar música eletrônica?
- Assume, anda diz que eu danço bem.
- Never! Você é um pé de cavalo isso sim.
- Ah é? – Falei pegando uma almofada no sofá e a acertando no estômago. – Até parecíamos duas crianças brincando. Tudo estava perfeito, rolou até um clima, mas aí o celular tocou. Droga! Era o pai dela dizendo que a escola ligou e comunicou a falta.
   Fui deixar ela em casa. O velho estava furioso, me proibiu de chegar perto da Mell. Me fez prometer que nunca mais iríamos nos falar. Prometi não cruzei os dedos, mas sabia que não iria cumprir promessa alguma.

   Saí de lá aos pedaços o cara me detonou. Alguns minutos depois de toda a confusão, recebi uma mensagem no celular, era da Mell, pedindo que eu fosse na casa dela a noite, pois os pais iam sair para um jantar de negócios. Sabia que estava me metendo em roubada, mas decidi correr o risco. Aquela garota se tornava mais importante para mim a cada dia, e tudo valia a pena para ficar perto dela. Você deve ter a impressão de que eu estava obcecado por ela, mas, não era isso. Eu estava gostando mesmo da Mell.
   À noite voltei lá. Fazia frio e o céu estava estrelado. Ela estava me esperando em frente à casa. Fiz um leve sorriso. Entramos, ela falou para irmos para a beira da piscina, lá poderíamos conversar melhor.
- Meu pai pisou na bola outra vez. Olha Denn, se você quiser se afastar de mim, eu vou entender tá? – Falou ela, sentando na espreguiçadeira.
- E quem disse que é isso que eu quero? – Respondi.
- Mas eu também não quero. Eu só não quero ser problema pra você. – Ela falou, quase chorando. Abaixei, passei a mão pelo seu cabelo, e falei.
- Mell você não é um problema.
- Não é o que tá parecendo.
- Pois tá parecendo errado. – A essa altura do campeonato a nós já estávamos próximos demais.
- Denn, eu tenho que te falar uma coisa.
- Eu também, tenho uma coisa pra te dizer.
- Já faz tempo que eu quero te falar isso Denn, mas sempre eu fico com vergonha.
- Eu acho que já tá mais do que na hora de te falar que... – Não terminei a frase, preferi fazer, em vez de dizer o que estava com vontade a muito tempo. Beijei a Mell. E foi bom, ela correspondeu.

   Me senti estranho. Com umas sensações que já tinha escutado falar, mas que nunca tinha sentido. Era só um beijo, por quê todo aquele nervosismo? Por quê minhas pernas ficaram tremendo? E aquela coisa estranha na barriga? Será que era vermes? Não, não era vermes, hoje eu sei o que era. Era a sensação que todos sentem quando beija verdadeiramente a pessoa que ama. Eu não sabia, mas eu já amava a Mell. Como explicar, sendo que algumas pessoas procuram a vida toda e não acham a pessoa certa? Ah, essas coisas não tem explicação. Elas acontecem. só isso.
   Foi desse jeito que começamos a namorar escondido. Antes da aula, à noite quando os pais dela iam dormir, daí nós íamos para o jardim, sempre dávamos um jeito de se ver. No começo, pensei que em algumas semanas íamos enjoar um do outro, mas não foi isso que aconteceu, a cada dia ficávamos mais próximos. Era desesperador pensar que tudo poderia acabar. Quando não conseguíamos nos ver, conversávamos pelo celular, mas não era a mesma coisa.
  Eu estava mais que apaixonado, como dizem, arriado os quatro pneus. No meu caso, a direção e o step também haviam sido afetados. E como qualquer outro cara da minha idade, eu queria dar o próximo passo. Não que eu pensasse como os outros garotos da minha idade, que só transavam para contar aos amigos como era bom ser pegador. Eu queria fazer amor com a Mell porque gostava muito dela, e como gostava. Bem, mas nunca tive coragem de conversar sobre isso com ela, tive medo de assustá-la e resolvi que se de acontecer seria naturalmente, o que me restava era esperar rolar um clima e ela dar indícios que também queria. Afinal, nada que é planejado demais sai como queremos. E uma coisa que eu queria alertar, é o caso do sexo seguro. Não era porque decidi que tudo teria que acontecer meio que, de repente, que iria deixar de andar com preservativos comigo. Isso não quer dizer que eu pensasse que minha namorada era uma qualquer, que tivesse AIDS ou coisa assim, o que não dava para esquecer, era da gravidez indesejada, na qual ninguém está privado. Até porque se isso acontecesse, eu não seria tão cafageste aponto de deixar a Mell sozinha. Na escola, sempre alertavam sobre o uso do preservativo, mas parece que as pessoas esquecem, se todos levassem a sério, não haveria tanta criança abandonada, nem tantos jovens com HIV.
   Bem, era uma típica noite fria de domingo, dia da minha folga no trabalho. Mell falou que os pais haviam viajado, e que podíamos ficar juntos.

   A rua estava deserta, havia acabado de chover, Mell abriu o portão, entrei rapidamente.
   Minha namorada estava simplesmente linda. Nunca tinha visto ela tão simples.  Estava com os cabelos molhados e com uma roupa de dormir. Me abraçou, senti que buscava calor. Fomos para a sala. Ela sentou no sofá e eu deitei em seu colo. Ficamos rindo, assistindo TV.
- Porque você tá olhando assim pra mim Denn? – Perguntou ela quando percebeu a maneira que eu observava seus gestos. Era impressionante como eu gostava daquela garota, o jeito de olhar, o sorriso, até o jeito de franzir a testa. Falei para ela o quanto ela era linda.
- Pode até ser, mas eu não chego aos seus pés. O único problema do nosso namoro, é que eu não posso fazer inveja as outras garotas, elas morreriam se me vissem desfilando por aí com um moreno sarado desses.
- Conta outra mell. – Falei envergonhado. As pessoas me falavam que eu era bonito, mas isso me fazia ficar com vergonha. Ficamos ali jogando conversa fora por um tempo.
   Do nada a Mell levantou e disse que tinha uma coisa para me mostrar. Fomos para o quarto dela. Chegando lá, comecei a perceber o que estava rolando. Comecei a ficar nervoso.
- Entra Denn. – Falou ela, abrindo a porta.
- Por que você me chamou aqui? – Falei.
- Não sei se você já percebeu, mas, eu nunca... ah você sabe.
- Eu sei, você ainda não teve sua primeira vez. Eu já percebi sim.
- Eu espero que você não me ache uma boba por isso. – Falou ela.
- Eu nunca vou te achar boba, muito menos por isso.
- Sabe, minha mãe disse que sexo é uma coisa muito importante. E eu queria que isso só acontecesse, quando eu tivesse certeza que gostava mesmo de uma pessoa. Denn você é essa pessoa. Ah meu Deus, eu tô sendo uma idiota.
- Não, pode continuar, eu já falei que eu nunca vou pensar essas coisas de você.
- Eu não tenho mais nada pra falar, além de dizer que eu gosto muito de você, tanto, que até me dá medo as vezes.
- Você não precisa ter medo de gostar de mim. Antes, eu torrava a cabeça tentando entender as coisas estranhas que eu sentia quando você estava por perto. Quando você viajou nas férias, eu manjei tudo. Foi daí que eu comecei a perceber o que eu realmente sentia. Saudade, desespero, solidão, eu fiquei completamente sem chão. Eu não sou muito ligado nesse negócio de ser romântico, mas uma coisa não saiu da minha cabeça.
- O quê?
- Você é como se fosse meu chão, sem você eu não tenho onde pisar. Seria um exagero dizer que eu morreria por você ou coisa assim, mas eu já tentei imaginar como seria minha vida sem você por perto e me dá medo só de pensar que tudo isso pode acabar. – Ela me abraçou, fechei os olhos e busquei sua boca. E encontrei, mas me deu vontade de parar para falar uma coisa. Uma coisa complicada e difícil de dizer, mas que naquele momento era o que eu queria que ela soubesse. – Mell.
- Oi.
- Eu amo você. – Falei.
- Você é um fofo sabia? – Falou ela sorrindo. – E eu também amo você Denn.
   Senti seu cheiro que ficava mais gostoso na área do pescoço. Percebi que ela gostava daquilo, tanto que fechou os alhos, por isso não parei. Depois senti sua mão quente passando por baixo da minha camisa, ela a tirou devagar, arrepiei com seu toque. Fiz o mesmo com sua roupa. “Não sabia que você podia ficar ainda mais linda.”
   Lá estava a mulher da minha vida, nua na minha frente. Foi bom a sensação de tê-la só para mim. Ela pegou o preservativo em meu bolso. Me deixou praticamente nu. Sei que ela teve a mesma sensação que tive. Que meu corpo e minha alma eram só dela. Pegou em minha mão e me levou até sua cama, terminou de tirar minha roupa. Foi tudo lento e bom. Senti o som do seu prazer, meio que, misturado com medo. Sabíamos muito bem o que queríamos, nada foi forçado.
   Bem, quando acordei na manhã seguinte, percebi logo de cara que não tem melhor maneira de acordar do quando estamos perto da pessoa que amamos. Pode parecer cafona, mas, minha primeira vez foi a melhor que alguém já teve. Estava abraçado ao corpo nu da Mell. A cama dela é o melhor lugar que existe. Ela ainda dormia. Beijei seu rosto. Linda, isso que ela é.
   Ops! A campainha tocou. Deviam ser os pais dela. E eram. Gritavam o nome da mulher que eu amo sem parar. Mell acordou assustada. Falei para ela se acalmar.
- Denn é meu pai.
   O velho apareceu no quarto de repente. E me viu pelado, deitado ao lado da filha dele. Começou a berrar. Tirou um dos sapatos e arremessou em minha direção, por sorte, errou. Enquanto eu tentava acalmá-lo, Mell vestia a roupa. Coitada. Não consegui fazer com que ele ficasse tranqüilo, pelo contrário. Me senti obrigado a dar no pé. Corri pelo corredor e o velho veio atrás de mim, detalhe, eu ainda estava pelado. Caraca! ele era muito insistente. Dei de cara com a mãe da Mell na sala, ela gritou quando me viu sem roupa.
   Nunca cansei tanto, principalmente quando corri até a cozinha. Cobri a zona-proibida com a tampa de uma panela, mas o velho foi em busca de outra coisa para acabar comigo. Quando percebi, ele já estava ao meu lado, com uma faca. Daí a Mell e a mãe apareceram implorando para ele não fazer o que ele tanto queria (me matar). Ufa! Elas me salvaram.
  O Levaram até o escritório para que ele se acalmasse, enquanto isso fui me vestir no quarto. Ficamos combinados de conversarmos depois. Gostei de ver uma coisa! A Mell foi super corajosa, enfrentando o pai quando ele proibiu nosso namoro outra vez, ela falou que se ele fizesse outro escândalo daqueles, não a considerasse filha dele, que já era uma mulher, e que já sabia decidir o que era melhor para ela. Gostei de ver aquilo, não uma família brigando por mim, mas uma pessoa que gostava de mim, provando para o pai, que não era mais uma pirralha e que já sabia tomar suas próprias decisões.
Epílogo...
   Saí em direção à rua, mas escutei a voz da Mell me chamar. Me virei, ela passou pelo portão e ela veio em minha direção. Sério, nunca vi uma cena tão linda.
- Que mico hein? – Falou ela.
- Desculpa por eu ter feito você passar por isso. – Falei.
- Uma hora isso iria acontecer, meu pai tem que enfiar na cabeça que eu não sou mais uma criancinha.
- Mesmo assim, eu fiquei envergonhado.
- Por que a preocupação, hein? – Falou ela, passando a mão no meu rosto. – Você não acha que valeu a pena?
- Muuuuuuuuito. – Falei, rindo. – Eu enfrento seu pai mais um milhão de vezes por outra noite daquelas. – Ela sorriu.
- Eu não me arrependi de nada. Então vai se preparando, você vai enfrentar meu pai ainda muitas vezes. – Ela começou a rir, mais do que o esperado.
- O que foi? – Perguntei, ela não parou.
- Você correndo pelado pela minha sala. Cara! Foi muito engraçado.
- Vai rindo, vai chegar sua Mell.
- Eu te amo sabia? – Falou ela, parando de rir e me olhando fixo.
- Vem cá, prova o que cê tá falando... – Falei, antes de puxar ela e dar um beijo delicioso.
- Anda, vai embora antes que eu perca a cabeça. – Falou ela.
- Ta bom, concordo com você. – Quando dei as costas senti um tapa certeiro no trazeiro.
- Tchau gostoso. - Ela falou, eu ri.

Para Mellissa: Amor, não sei até quando tudo isso vai durar. Essas coisas malucas que acontecem com a gente, mas que depois acabam sendo motivo de risos. Não me arrependo de nada que fiz para ficar perto de você, cada minuto está valendo a pena, seu pai nem ninguém vai conseguir me afastar dessa delícia de morena (Você). Não resta dúvidas de que eu sou mais liso que seu cabelo preto, e se isso não te intimida, à mim muito menos. Talvez no futuro isto importe, mas o futuro ainda não chegou o presente sim, esse me importa e estou contente com ele. Não concordo quando dizem que sexo é tudo, mas na minha opinião ele é muito importante. No meu caso ele só veio me provar uma coisa, o quanto Eu Te Amo.
Por Denniel...

P.S: O pai da Mell Ainda não me aceitou.
                                                                                                                 
Dedicado a uma pessoa muito especial com as iniciais K.A                                                                                                                                  
Autor: Cícero Darllan